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Moradores interligados dão exemplo de cidadania

 

O crescimento das redes sociais e dos aplicativos de telefones móveis têm levado a população a adotar ferramentas online para prevenir crimes. Nas últimas semanas, bairros de São Paulo como Lapa, Butantã, Mooca, Itaim Bibi, entre outros, tomaram as páginas de revistas e jornais como exemplos de boas ações quando o assunto é ajudar na segurança.

A ideia é diminuir os crimes contra o patrimônio: furtos e roubos. Famílias que vivem no Butantã se uniram para conversar sobre pessoas em atitudes suspeitas nas ruas. Alguns crimes começaram a ser registrados com mais frequência e isso levou uma moradora a chamar a vizinhança para integrar o grupo de um aplicativo de celular. Os problemas, segundo os próprios moradores, estão melhorando.

A utilização dos aplicativos começou há anos. Enquanto estive no Comando Geral da Polícia Militar, em 2009, situações bem parecidas foram surgindo. Como o celular ainda não era o mais procurado para essa finalidade, moradores montaram um programa chamado “Vizinhança Solidária”, que começou na zona sul da Capital.



As residências usavam e ainda usam placas com um alerta aos ladrões de que nestes locais os proprietários das residências estão de olho nos crimes. O gesto conta com uma integração forte com a Polícia Militar. Isso é de certa forma um importante inibidor para assaltantes. Algo interessante e que nem sempre tem alto custo.

Na zona oeste, o “Meu Vizinho Está de Olho” segue a mesma linha. Moradores pregam placas nas fachadas das casas também com o intuito de demonstrar aos criminosos que ali não é fácil roubar e furtar. Paralelamente a todas essas valiosas contribuições com a segurança pública, a Polícia Militar está nas ruas para garantir a integridade do cidadão e, muitas vezes, morre para defender quem não conhece. Uma missão que nem sempre é reconhecida, infelizmente. A Polícia Civil também é avisada sobre os crimes registrados pelo aplicativo e investiga as ocorrências. Ou seja, um trabalho que necessita atenção conjunta.

Vejo com bons olhos que bairros de São Paulo têm se unido para prevenir delitos. Observo até mesmo condomínios verticais de todas as regiões seguindo a mesma linha. Criam grupos para tratar assuntos cotidianos e questões ligadas ao bem estar dos condôminos, como portões, reforço das portas e liberação de entrada dos visitantes. Essas ações são exemplos de cidadania e preservação do local que vivemos.

 

Por Coronel Alvaro Camilo • Deputado Estadual Comandou a PM de 2009 a 2012 


 

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